Área de atuação

Inventário extrajudicial: partilha por escritura pública

O inventário extrajudicial permite a realização da partilha de bens por escritura pública, em cartório de notas, com assistência de advogado e observância dos requisitos legais. A regulamentação atual também admite esse procedimento em determinadas situações que envolvem herdeiros menores ou incapazes, desde que cumpridas as exigências específicas e haja manifestação favorável do Ministério Público.

Quando esse serviço se aplica a você

  • Existe consenso entre os interessados e estão preenchidos os requisitos legais para o inventário em cartório, inclusive as condições específicas quando houver menores ou incapazes.
  • Existe acordo sobre como os bens serão divididos
  • Você precisa transferir imóveis, veículos ou contas bancárias que estão no nome da pessoa falecida
  • A família quer resolver a partilha sem litígio
  • Há urgência em regularizar o patrimônio para vender ou administrar um bem

Documentos normalmente necessários

  • Certidão de óbito
  • Documentos pessoais do falecido e de todos os herdeiros, com estado civil atualizado
  • Certidão de casamento, escritura de união estável ou pacto antenupcial, quando houver
  • Matrículas atualizadas dos imóveis e certidões de valor fiscal
  • Documentos de veículos, extratos bancários e comprovantes de investimentos
  • Certidões negativas de débitos federais, estaduais e municipais
  • Informações sobre dívidas em nome do falecido

Como o trabalho é conduzido

  1. 1Levantamento do patrimônio, das dívidas e da qualificação dos herdeiros
  2. 2Verificação da existência de testamento na central de testamentos
  3. 3Definição do plano de partilha entre os herdeiros
  4. 4Apuração e recolhimento do ITCMD junto ao estado
  5. 5Lavratura da escritura pública de inventário e partilha em cartório de notas
  6. 6Registro da escritura nas matrículas dos imóveis e transferência dos demais bens

Prazos

O Código de Processo Civil determina a abertura do inventário em até dois meses do falecimento. A abertura fora desse prazo não impede o procedimento, mas em regra gera multa sobre o ITCMD conforme a legislação estadual. Reunir a documentação cedo é o que mais influencia o prazo total.

Perguntas frequentes

É possível fazer inventário em cartório quando existe herdeiro menor de idade?
Sim, em situações específicas. A Resolução CNJ nº 571/2024 passou a admitir essa possibilidade, desde que observadas as condições estabelecidas para a proteção dos direitos do menor ou incapaz, incluindo a atribuição do seu quinhão em parte ideal de cada bem inventariado e a manifestação favorável do Ministério Público. A viabilidade deve ser examinada individualmente. A regulamentação também exige que eventual meação seja atribuída em parte ideal de cada bem inventariado e veda atos de disposição de seus bens ou direitos.
Existindo testamento, o inventário pode ser feito em cartório?
É necessário verificar a orientação do juízo competente sobre o caso. Em diversas situações a via extrajudicial é admitida após providências específicas, mas isso depende da análise do testamento e do entendimento aplicável.
Quais custos entram na conta?
ITCMD sobre o valor dos bens, custas do cartório de notas, emolumentos de registro de imóveis para cada bem transferido, certidões e honorários advocatícios.
Herdeiro que mora em outro estado ou país precisa comparecer?
Não necessariamente. É possível atuar por procuração pública com poderes específicos, observadas as formalidades exigidas quando o documento é feito no exterior.
É possível fazer o inventário se houver dívidas?
Sim. As dívidas integram o acervo e devem ser consideradas na partilha, respondendo o patrimônio deixado pelo falecido nos limites da lei.

Onde é feito o atendimento

Precisa de orientação sobre o seu caso?

Envie uma mensagem descrevendo a situação. A análise dos documentos é o que define o caminho mais seguro.

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