Área de atuação

Inventário judicial: quando a partilha passa pelo Judiciário

O inventário judicial é obrigatório em algumas situações, principalmente quando há herdeiro menor ou incapaz, ou quando os herdeiros não chegam a um acordo sobre a partilha. O processo organiza o acervo, define a quota de cada herdeiro e formaliza a transmissão dos bens por decisão judicial.

Quando esse serviço se aplica a você

  • Existe herdeiro menor de idade ou incapaz
  • Os herdeiros não concordam sobre a divisão dos bens
  • Há testamento que exige apreciação judicial
  • Existem dúvidas sobre quem são os herdeiros ou reconhecimento de união estável a ser discutido
  • Há bens de difícil localização, empresas ou dívidas relevantes a apurar

Documentos normalmente necessários

  • Certidão de óbito e documentos pessoais dos herdeiros
  • Certidão de casamento, união estável ou pacto antenupcial
  • Relação de bens com matrículas, documentos de veículos e extratos bancários
  • Certidões negativas fiscais
  • Documentos sobre dívidas e obrigações do falecido
  • Testamento, quando houver

Como o trabalho é conduzido

  1. 1Análise do acervo e da qualificação dos herdeiros
  2. 2Distribuição da petição inicial e nomeação do inventariante
  3. 3Apresentação das primeiras declarações com a relação de bens
  4. 4Citação dos herdeiros e manifestação da Fazenda Pública e do Ministério Público quando cabível
  5. 5Avaliação dos bens e apuração do ITCMD
  6. 6Plano de partilha e eventual julgamento das divergências
  7. 7Sentença de partilha e expedição do formal de partilha
  8. 8Registro do formal nas matrículas e transferência dos bens

Prazos

O prazo legal para abertura é de dois meses do falecimento, com reflexo em multa de ITCMD quando ultrapassado. A duração do processo depende do número de herdeiros, da existência de divergências e da complexidade do patrimônio.

Perguntas frequentes

Quando o inventário precisa ser judicial?
Principalmente quando há herdeiro menor ou incapaz, quando não há consenso entre os herdeiros ou quando o caso exige apreciação judicial por outra razão, como discussões sobre testamento ou sobre a qualidade de herdeiro.
É possível levantar valores antes do fim do processo?
Em certas situações o juízo autoriza providências antes da partilha final, como o pagamento de despesas necessárias. Isso depende de pedido fundamentado e das circunstâncias do caso.
Quem pode ser inventariante?
A lei estabelece uma ordem de preferência, que começa normalmente pelo cônjuge ou companheiro que convivia com o falecido, seguido dos herdeiros. O juízo decide conforme o caso.

Onde é feito o atendimento

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